“O Belo não tem existência física”, dizia Benedetto Croce. O mesmo é dizer que o objecto não conta: só importa o sujeito. Se não se pode conhecer a arte por métodos objectivos, onde se poderá encontrar a sensibilidade estética? Principalmente na psicologia do produtor, do consumidor, do operário e do utente, mas também no estudo do seu traço de união: o intermediário, o intérprete. Noutros termos trata-se essencialmente de estudar a criação, a contemplação e a execução da obra de arte. Victor Basch disse: “o carácter estético de um objecto não é uma qualidade desse objecto, mas uma actividade do nosso eu, uma atitude que assumimos em face do objecto”. Com efeito, o objecto de arte ou obra é de uma tal diversidade que não se pode estudar na sua unidade, na sua generalidade: só o conhecimento do espirito, da consciência estética face à obra, permite atingir a universalidade necessária para a sua análise.