VALIE EXPORT é uma artista ligada a performance através da Vídeo Arte. Considerada como uma das mais importantes pioneiras da arte feminista na década de 1960 e 1970, e uma das mais influentes cineastas feministas das últimas décadas, a sua actividade artística abrange para além do cinema, também áreas como o vídeo, a performance, a fotografia, a instalação, a escultura e o desenho. Também é uma escritora notável na história da arte contemporânea e da teoria feminista.

O seu nome artístico, VALIE EXPORT (escrito sempre com letras maiúsculas, como um logótipo artístico) é baseado numa marca de cigarros.

A artista em suas performances, fotografias, vídeos e filmes experimentais, explora a forma de como as mulheres são construídas pelo olhar dominante, e desenvolve estratégias de insubordinação.

Desde as suas primeiras obras, VALIE EXPORT apresenta algumas preocupações predominantes, como a denúncia da problemática existente entre as representações mediáticas da mulher e a realidade social, e o combate à visão que as sociedades machistas têm sobre a mulher (como mero objecto de consumo e de desejo), bem como o discurso ideológico que sustenta estereótipos deste género. O seu projecto é descrito como inequivocamente feminista, e em grande parte do seu trabalho, há a tentativa de trazer os pensamentos e sentimentos mais íntimos das mulheres.

Um dos trabalhos importantes de VALIE EXPORT foi o vídeo inovador “Facing a Family” de 1971, um dos primeiros exemplos da intervenção da Vídeo Arte na televisão. O vídeo foi transmitido pela Televisão Austríaca no programa “Kontakte”. “Facing a Family” representa uma família média, que assiste televisão durante o jantar. Ao ser visto pela sociedade Austríaca, mais precisamente por famílias idênticas à representada no vídeo, estas estariam se identificando como se, se estivessem a visualizar num espelho, compilando as relações entre sujeitos neste caso os espectadores, e a televisão. Outro factor para a sua importância, foi o facto de ser um dos primeiros da Vídeo Arte para a televisão.

No sentido da Vídeo Arte outro trabalho de destaque é a curta-metragem “Remote” de 1973. É considerado um filme sangrento, e a fotografia exposta ao longo da curta, é uma imagem da polícia correspondente a duas crianças abusadas sexualmente pelos pais. Este filme representa o abuso sexual de crianças e auto-mutilação das mulheres.

 

VALIE EXPORT é uma das impulsionadoras do movimento feminista, onde defende consecutivamente a imagem da mulher perante a sociedade. A artista foi umas das mais importantes pioneiras na arte de feminista nas décadas de 1960 e 1970, e utiliza a sua arte, como “foco” impulsionador à mudança do “olhar” da sociedade sobre a mulher.