A luz é a matéria-prima essencial da fotografia. Sem boa iluminação não há uma boa imagem. Um fotógrafo deve conhecer e interpretar a luz no que se refere às suas propriedades: cor, direcção, carácter e intensidade. Fotografar é pintar com luz.

Como já foi referido, a fotografia é resultado do trabalho do fotógrafo, e a luz resulta dessa mesma relação.

A luz pode ter várias origens: esta pode estar localizada por trás da objectiva, e nesse caso temos uma situação de iluminação frontal. Neste caso, esta reduz as sombras do “objecto” fotografado, reduzindo a noção de tridimensionalidade. No entanto, esta possibilita uma notável reprodução de cores vivas.

Em outro caso, se a luz emerge por trás do “objecto” fotografado, estamos perante uma situação de contra-luz. Nesta particularidade, o fotógrafo pode dar ênfase às sombras, os negros profundos e os contrastes. Quando aproveitados de uma forma exaustiva, permitem registos fotográficos que na gíria se intitulam por silhuetas.   

Por fim, a luz também pode ser lateral. Desta situação resulta um trabalho fotográfico que possibilita adquirir uma noção de espaço, volume, permitindo ainda evidenciar algumas características importantes, tais como, as linhas e texturas.

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Exemplo de Luz Lateral (Géneros Fotográficos, trabalho auto-retrato) 

A fotografia é escrever com luz cabe a cada fotógrafo interpretá-la a fim de obter um trabalho fotográfico que vá de acordo com as suas necessidades.

Segundo Kittler em “Optical Media” a fotografia capta o instante. Há uma imediação da percepção mecânica, em vez da manual (como acontecia com a pintura). Há a inscrição do real. O sujeito quando usa a tecnologia, neste caso a máquina fotográfica, está a ser mediador da própria tecnologia. Os media são instrumentos para que os seres humanos tomem conta dos seus sentidos, pois estes, ensinam-nos à cerca dos nossos sentidos e da nossa percepção do real.