“Maria Clementina” é uma banda virtual Portuguesa que surgiu em 2010, que se classifica como uma banda “ruralo-pop-inconformado”.  

As bandas virtuais são grupos onde os seus intervenientes (músicos) não são reais, mas sim personagens animados. As suas músicas são gravadas pelos verdadeiros interpretes e produtores, mas não aparecem em vídeo clipes, capas de álbuns, concertos.

No que diz respeito às suas imagens, estes são representados por imagem de animação, sendo que desde os seus primórdios cada grupo tem utilizado diferentes técnicas de animação para alcançar a imagem pretendida. Algumas personagens, são criadas a partir de desenhos à mão, onde muita da sua animação recorre à animação tradicional e a técnicas de desenhos animados. Outros são criados através de computador.

Um exemplo deste tipo de banda em Portugal são os “Maria Clementina”.

Os “Maria Clementina” definem-se, como o alter-egos de artistas famosos que estes “acobertam”.

Abaixo segue o texto de apresentação retirado do respectivo “My Space”:

“Raquel Menina – Voz

Juca Pavico – Guitarra, Voz e Piano

Enrique Mita – Banjo, Baixo e Voz

Manuel de Malta – Bateria, arranjo, Theremin e outros.

Assim de repente, a primeira coisa que importa dizer sobre os Maria Clementina é que eles não existem verdadeiramente (é o que dá serem alter-egos de artistas famosos; se fossem heterónimos, talvez tivessem mais sorte, mas assim…)

Seja como for, reza a história que a banda nasceu, verdadeiramente, na cabeça de Manuel de Malta no exacto momento em que os seus lábios pousaram nos de Raquel Menina pela primeira vez – ocasião em que, em vez dos habituais fogos de artifício, Manuel de Malta diz ter começado a ouvir um conjunto de acordes maiores em progressão cromática tocados por um orgão Casiotone de 1982. “Se um dia tivermos uma filha, chamamos-lhe Maria Clementina” terá dito, embriagado pelos cabelos cor de clementina de Raquel e pelo amor que logo ali sentiu, ainda que sem perceber porque carga de água (ou sumo de clementina) o Casiotone tinha vindo substituir os foguetes do costume. “Uma filha? Primeiro faz-me uma banda, depois logo se vê”, respondeu Raquel Menina a cantar e com o espírito prático que, apesar das aparências, a caracterizava.

E assim fez.

Hoje os Maria Clementina são uma banda única que, apesar de geograficamente separada, está unida de uma forma cósmica, sendo precisamente assim, à distância, que ensaiam e compõem (ainda que a internet dê uma ajuda grande à cosmicidade), só se juntando verdadeiramente em estúdio para gravar.

Com um estilo que não hesitam de classificar como ruralo-pop-inconformado, o primeiro single dos Maria Clementina, “Veio a Maria Clementina” foi um prenúncio de algo muito maior (um EP, com 4 músicas, e portanto literalmente maior) e de uma carreira que, ainda que incipiente, muito promete a quem já ouviu (e mesmo a um ou dois que ainda não ouviram, mas que não hesitam dizer que promete na mesma).”

As bandas virtuais captam atenção do público não só pelas suas músicas, mas também pelo facto de criarem biografias mirabolantes, que nos remetem não só para um cenário de paródia, sendo este também um cenário absurdo. Neste tipo de bandas, e apesar de fisicamente não existirem, estas têm uma história de vida, vivem diferentes “aventuras”, dão entrevistas, alguns chegam mesmo a dar concertos (como é o caso do Gorillaz), de forma a elucidar o público de alguma forma quanto à sua realidade.

No caso dos Maria Clementina, a sua música popularizou-se devido à publicidade dos refrigerantes B!, embora na sua letra não haja qualquer alusão à marca.

As suas identidades, até hoje não estão confirmadas, sendo no entanto reconhecidas claramente através das suas vozes, como é o caso do cantor/compositor Tiago Bettencourt.