Segundo a teoria de Lev Manovich e na realidade, o computador é um sistema de base de dados em que cada item ocupa uma posição idêntica a qualquer outro.

Esta base de dados obedece a certas regras e códigos, que responsabilizam cada item ou dado a uma certa funcionalidade.

Esta ideia leva a pensar se o cérebro não poderá ser entendido como uma base de dados e, portanto, uma máquina.

Afinal todas as nossas acções são responsabilidade do cérebro e este é que dá o ‘Go!’ para as nossas funções.

Então, podemos identificar o cérebro como um sistema computorizado ?

Será o cérebro uma base de dados similar em todos os indivíduos?

Segundo esta ideia, então, tal como existe uma diferença entre os sistemas Macintosh e Windows, haveria uma diferença entre o sistema feminino e masculino, que, claramente, não são iguais.

Os cérebros das crianças, adultos e mais velhos seriam um sistema em constante modificação para se adaptarem às diferentes circunstâncias da vida.

Seríamos, então, uma máquina pré-programada no ventre, onde durante a gestação ocorreria a formação dessa base de dados.

Se houvesse um erro no sistema, poderia haver uma avaria na base de dados, daí ‘nasceriam’ crianças com algum tipo de deficiência.

Estas ideias são todas um bocado excêntricas, trágicas e até um pouco mórbidas mas se pensarmos a nível da tecnologia e principalmente na evolução desta, podemos dizer que esta realidade poderá estar bem perto.

Estão a ser feitas pesquisas na Suíça, e o Projecto “Blue Brain” prevê a construção de um cérebro humano funcional nos próximos 10 anos.

Este ‘cérebro’ seria principalmente para o uso de tratamentos de doenças mentais.

(fica o link da notícia) http://linhasverticais.wordpress.com/2007/08/15/projeto-blue-brain-o-primeiro-passo-para-a-verdadeira-ia/

A nível de saúde, este seria um avanço gigantesco, mas a nível social não seria um passo mais perto da independência das máquinas?

Não deixo a ideia de parte, se a tecnologia evoluir ao ponto de substituir o nosso cérebro e, portanto, os órgãos, não passaremos de meras máquinas?

Por enquanto gosto de ficar na ignorância e gosto especialmente de ainda não ter encontrado nenhum botão on/off.

Marta Pinto Ângelo