Com as novas possibilidades de reprodução técnica desenvolvidas entre os séculos XIX e XX, a obra de arte perdeu a sua “autenticidade” e “autoridade”, que lhe era conferida através da sua duração no tempo, aliás, autenticidade e duração são qualidades que perdem o sentido diante destas novas técnicas de produção e reprodução das obras. A obra de arte ao perder aquilo que o filósofo Walter Benjamin chamou de “aura”, a arte deixa pra trás o aspecto elitista e tradicional. Um dos exemplos mais explícitos disto, é na pintura, que a reprodução da obra é uma constante, e com as tecnologias como o computador as pessoas deixam de ir tanto a museus e muitas vezes quando veem uma obra esta não é a original. Foi a chegada da fotografia e da consequente inscrição dela no computador que as artes plásticas perdem a sua importância. Pois de certa forma ocupou o seu lugar e o seu trabalho. Deixando assim, de fazer sentido a presença da obra enquanto objecto de contemplação física e visual. Ao vermos uma pintura ou uma escultura ao vivo, conseguimos captar toda a sua essência de arte e trabalho, conseguimos observar pormenores e cores que através do computador e fotografia por exemplo não o conseguimos, tornando esta arte uma banalidade. Gerações futuras não conseguiram certamente, usufruir da verdadeira, real e simplicidade da arte tradicional. Por estarem já acostumados a viverem e trabalharem com as novas tecnologias. É o mesmo que dizer que na música que com a tecnologia moderna perdeu-se o costume de comprar os cd’s, pois os downloads tornam-se de certa forma, mais acessíveis, baratos e rápidos de obter. Hoje como temos acesso a internet, tudo é e será fácil e rápido de se adquirir e por isso a importância de vermos e tocarmos adquiri uma obra já não existe.

A Pietá de Michelangelo