Richard Wagner nasceu a 22 de Maio de 1813, em Leipzig e morreu a 13 de Fevereiro de 1883, em Veneza.

O seu interesse pelo teatro foi despertado pelo seu padrasto, Ludwig Geyer, também actor, que chegou a arranjar-lhe papéis infantis.

  Leu as obras de Shakespeare e Goethe. Não frequentou o liceu, mas frequentou a universidade de Leipzig, onde estudou Beethoven.

Começou a interessar-se pela música como elemento dramático.

Escreveu a sua primeira ópera aos 20 anos, As Fadas, em 1833.

Com o libreto e música responsáveis por Richard Wagner, “O Anel dos Nibelungos” é uma das obras musicais mais famosas e aplaudidas deste autor.

O “Anel dos Nibelungos” é um festival cénico com um prólogo que dura três dias.

Esta obra é composta por quatro dramas musicais: O Ouro do Reno; A Valquíria; Siegfried e O Crepúsculo dos Deuses.

Foi estreada 28 anos após a ideia inicialmente concebida, sendo a primeira representação do ciclo completo em Agosto de 1876, em Bayreuth, num total de mais de 15 horas de espectáculo.

Foram feitas representações parciais em Munique, em 1868 (“O Ouro do Reno”) e em 1870 (“A Valquíria”), mas estas sem a aprovação de Wagner e na sua ausência.

Wagner misturou histórias míticas com uma música sinfónica neste seu ciclo do Anel.

Aliou representação e cenário naturalistas a uma música intensa e palavras comoventes, com o objectivo de servir a essência dramática da ópera, ou, como ele diria, «a forma de arte total».

O ciclo do Anel foi inspirado pela Revolução Francesa de 1848. Wagner acompanhou o que se passava em França e começou a imaginar um “teatro da revolução”, que retratasse a mudança drástica das ordens estabelecidas.

Estava, também, interessado na literatura tradicional defendida pelos pensadores e artistas da época.

O “Anel dos Nibelungos” constitui um mundo dramático e musical próprio. Entre as inovações que apresenta contam-se o emprego de cerca de 200 elementos musicais conhecidos por motivos. Wagner associo-os a personagens, objectos e ideias que se vão desenvolvendo ao longo da ópera.

O mito do “Anel dos Nibelungos” possui uma grande importância e influência em toda a cultura Alemã e é muito forte na cultura Ocidental geral.

Wagner dá uma nova visão a esse mito e dá-lhe uma beleza singular.

A “Valquíria”, em particular, é um drama musical em três actos, com libreto e música de Richard Wagner.

Foi primeiramente estreada, isoladamente do ciclo, em Munique, a 26 de Junho de 1870.

É um dos actos mais importantes de todo o ciclo e é aquele que os espectadores mais apreciam.

O prelúdio da Valquíria é o magistral representação musical de uma tempestade em fúria. O motivo do amor é a mola mestra de todo este acto.

No II Acto, a orquestra adentra o prelúdio com o motivo da fuga.

O III Acto é o famoso acto que começa com a célebre “Cavalgada das Valquírias”.

Trata-se da obra mais ambiciosa do mais ambicioso autor de óperas de todos os tempos.

Ao analisarmos a obra “Ring Saga”, uma das mais recentes adaptações da
ópera Anel dos Nibelungos de Wagner (1876), pudemos constatar que
tanto a presença do som como do vídeo vieram alterar não a intensidade
da obra, mas sim a forma como a intensidade em palco chega ao
espectador em si.

A cenografia, altamente alterada devido às
potencialidades das tecnologias digitais. O som, que permite com menos
músicos produzir a mesma intensidade sonora, e o vídeo, que não
directo mas simbólico acaba por transmitir sentimentos e ideias ao
espectador da ópera.

Ao analisar a obra, percebemos que a história
belíssima de Wagner não foi alterada, apenas em certos pontos foi
adequada aos nossos tempos.

Wagner imaginou a ópera como arte do
futuro, no entanto, duvidamos que tenha sequer tido em mente o
trabalho que já foi feito com a sua obra como fonte de inspiração.

Segue o link da adaptação da obra integral, assim como um slide com as imagens da adaptação da ópera a crítica feita por Diana Ferreira no Público e até a foto do drama ‘Valquíria’ no seu original:

http://liveweb.arte.tv/fr/video/Ring_Saga_La_Walkyrie/

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Germana Duarte, Mara Costa, Marta Pinto Ângelo