Em principio, a obra de arte sempre foi reproduzível, o Homem consegue fazer imitações seja de pinturas ou de esculturas.

A questão é o que é que o Homem tenta imitar e o porque dessa imitação, principalmente o porque dessa imitação do real. Os média ópticos equiparam-se à fisiologia do corpo humano (como por exemplo, a produção automática da imagem equivale ao pestanejar do olho; ou a fotografia faz-nos relembrar/recordar uma situação, momento e ao mesmo tempo imortaliza-o) e tudo para nos dar (a nós espectadores, no caso da televisão, cinema) prazer.

Kittler defende que a evolução dos média promete a convergência entre medialidade e realidade, ou seja, os média passam a ser o mais parecido possível com os nossos órgãos de sentidos; e enquanto que as artes tradicionais (pintura, dança, teatro) produzem ilusões ou ficções, os média tecnológicos (como o cinema, fotografia, fonografia) produzem simulações do real.

Podemos então dizer que a diferença entre a inscrição simbólica e a inscrição física do real é que a segunda, respectivamente, é a simulação desse mesmo real, isto é, os sentidos humanos passam a ser reproduzíveis, tal como a obra de arte. Por outras palavras, temos o exemplo da televisão e cinema 3D que servem para simular o real de tal maneira que nos leva a crer que estamos dentro do próprio filme, como se estivéssemos dentro da própria acção (e se repararmos num filme 3D no cinema protegemo-nos com as mãos como se o ramo ou a pessoa nos estivesse a atacar, estamos completamente submersos).