No conceito de mediação existe uma diferença entre as artes tradicionais (os meios tradicionais pré-media: pintura, dança, teatro, entre outros) e os meios tecnológicos (média automáticos: fotografia, cinema, entre outros), ou seja, existe uma diferença entre reprodução manual e reprodução mecânica ou técnica (fonografia, fotografia, cinema mudo, sonoro).

Uma reprodução é sempre uma experiência remediada, é uma gravação da experiência real, passa de um meio para o outro, pois a experiência real foi aquela que passou naquele local, dia e hora. Contudo, enquanto grava eventos reais, a era tecnológica, também perpétua as memórias que se deram num determinado evento temporal, sendo que o ser humano ao olhar para uma fotografia consegue recuperar e reviver memórias quase que físicas daquele evento. E o porquê disto acontecer deve-se ao facto de os media serem extensões de sentido e permitem-nos ouvir/ver/sentir coisas que em primeira mão não conseguimos.

Como nada é perfeito, a reprodução falha no aqui e no agora da obra de arte (a existência única), isto é, a autenticidade da obra de arte é a sua presença enquanto objecto singular no tempo e no espaço. Além disso, a obra de arte perde a sua aura (com a reprodução). O que a reprodução tem de melhor é que permite a independência que a obra original não tem; substitui a existência única pela existência em massa.

Para finalizar, podemos definir multimédia como sendo uma prótese do corpo e como uma extensão dos órgãos do sentido.