“Uma máquina de ver e ouvir”. Será que podemos definir o nosso corpo como algo tão simples quando falamos algo tão complexo, que nem nós ainda compreendemos no seu todo?

Somos uma máquina de ver que nos permite ver aquilo que antes havíamos visto, mas que, instantaneamente não o vemos. Somos, igualmente uma máquina de ouvir, que nos permite ouvir aquilo que havíamos ouvido quando, instantaneamente não o ouvimos. No entanto, somos uma máquina de sensações e de razão, que nos permite sentir da mesma forma, através das nossas memórias, o que sentimos quando no passado, ouvimos/vimos algo. No fundo, as memórias, podem ser suscitadas por diversos meios: escrita, vídeo, imagem, etc. Hoje até, deparamo-nos com máquinas que fazem aquilo que a nossa memória não consegue fazer: registar materialmente um momento, o mais fiel possível (a um ponto de vista, logicamente).

Contudo, só a nossa memória e o conhecimento da realidade nos permite de uma forma brilhante ser também uma máquina de ver e de ouvir.