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© Fotografias de Telma Rodrigues. Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Sala 6, Aula de ‘Arte e Multimédia’, dia 20 de Setembro de 2011, 14h00-16h00.


Num determinado momento de aula de Arte e Multimédia, do dia 20 de Setembro, o professor Manuel Portela solicitou a realização de um registo escrito da aula, para posterior confronto com um registo visual da mesma.

Assim, enquanto a aluna Telma Rodrigues circulava livremente pela sala de aula, empunhando uma máquina fotográfica, o professor estabeleceu uma relação entre o corpo humano e a máquina, comparando as formas técnicas automáticas a extensões dos sentidos humanos.

Seguidamente analisamos o quadro de Pieter Brueghel, intitulado “Os Ceifeiros”, e exploramos a problemática relativa à simbologia/mitologia como parte do meio numa obra. O que nos transportou para a dicotomia entre a pintura e a fotografia, onde é a Mão, sem qualquer extensão que a automatize, que funciona como um instrumento de inscrição do Real, através de um processo físico humano. Já nos média este processo é claramente automático.

De seguida levantamos uma serie série de questões relativas à mediação nos diversos géneros e artes, como a música, o cinema e a fotografia; i.e. as práticas artísticas actuais como multimédia e multiarte.

A música foi um assunto muito discutido ao longo da aula, durante a qual identificamos formas de percepção do som.

Visionamos, uma vez mais, o vídeo dos indivíduos japoneses e do xilofone, onde foi óbvia a influência das formas tradicionais, a presença da memória da própria arte na cantata de Bach (que integra o tema “Jesus bleibt meine Freude”, cuja melodia é usada no vídeo), e como estas se relacionam com a alta tecnologia.

Esta relação vai ao encontro do projecto utópico de Wagner, que concebe o drama como forma de realizar a Arte, ao afirmar que a divisão das artes é a negação da dita Arte. Este conceito, possível na relação entre as matérias artísticas, torna-se irrealizável na sociedade que se manteve (e mantém!) estratificada. Wagner estabeleceu, ainda, uma relação entre o edifício e a organização do espaço do espectador como forma de imersão, colocando o espectador dentro da própria representação. O que nos conduziu à problemática dos filmes em 3D, que procuram a mesma dinâmica entre o público e a obra.

Finalmente passamos ao visionamento de um vídeo: “Human Eye Anatomy and Physiology: Learn How an Eye Functions“, consciencializando-nos da mediação que os orgãos dos sentidos constituem no acesso que eles nos dão ao mundo.

A turma manteve-se activa, colocando questões pertinentes e dinamizando a aula.

Ana Rafaela Calheiros.