O olho humano é um órgão intricadamente complexo. Funciona como uma câmara que recebe e foca a luz e a converte num sinal eléctrico que o cérebro traduz em imagens. Mas em vez de uma película fotográfica, possui uma retina que detecta a luz e processa os sinais usando dezenas de neurónios de tipos diferentes. […] Ainda assim, os biólogos fizeram recentemente avanços significativos na reconstituição da origem do olho – estudando a sua formação durante o desenvolvimento embrionário e comparando a estrutura do olho e os genes entre várias espécies de modo a reconstruir o momento em que as suas características fundamentais surgiram. Os resultados indicam que o nosso tipo de olho – o tipo que é comum entre os vertrebados – formou-se em menos de 100 milhões de anos, evoluindo de um simples sensor de ritmos circadianos (diários) e sazonais há 600 milhões de anos para um órgão óptica e neurologicamente sofisticado há cerca de 500 milhões de anos.

Trevor D. Lamb, ‘The Evolution of the Eye’, in Scientific American, July 2011, p. 48 [Trad. MP].